segunda-feira, 21 de julho de 2014

O Surrealista Renée Magritte no Institut Art Of Chicago

Meire Nunes


No Institut Art Of Chicago está à belíssima exposição do belga Rene Magritte, que irá até 13 de outubro de 2014, então se estiver em seus planos passear por Chicago, passe no IAC, pois vale muito a visita, pelo espaço físico do museu que já escrevi aqui, e por essa incrível exposição chamada, Rene Magritte, The Mystery of the Ordinary, 1926 – 1938, que reúne 80 pinturas, colagens, objetos pessoais, uma grande e boa seleção de fotografias, dando uma visão da imagem e identidade do surrealista Magritte que é muito mais de que “Ceci n'est pas une pipe ".




                            Ceci n'est pas une pipe,1929


Magritte contestava  rótulos que eram atribuídos à sua imagem dizendo que sua arte era a manifestação de seus pensamentos mais profundos, essa era a razão de suas obras: o realismo mágico e o ilusionismo redefinindo a função dos objetos.
O fato é que aos 13 anos, sua mãe cometeu suicidou atirando-se de uma ponte e Magritte viu seu corpo ser resgatado -  seu rosto estava coberto pelo vestido que usava. Essa visão marcou profundamente a criança Magritte, levando essa dolorosa sensação para suas obras futuras.



                            Les amants, 1928     


René Magritte, 1898 – 1967, um dos principais expoentes do Surrealismo, movimento artístico e literário que surgiu inicialmente na Paris dos anos 20, logo após a publicação do Manifesto Surrealista de Andre Breton, em que suas ideias, inserido no contexto das vanguardas que viriam a definir o Modernismo, reunia artistas anteriormente ligados ao Dadaísmo e posteriormente expandido para outros países europeus e logo em seguida, para a América, combinavam uma relação do representativo, do abstrato, e das sensações do inconsciente: que foram severamente e incansavelmente estudados por Freud, influenciando posteriormente suas teorias psicanalíticas.




                                   The Dangerous Liaison,1926     




Magritte acreditava que quando a arte se liberta das exigências da lógica,da razão e principalmente da moral, vai além da consciência cotidiana, expressando livremente o inconsciente nesse espaço de consciência chamado de vigília, em outras palavras, quando você está acordado não é tão criativo assim, pois está conectado com  essas amarras limitando-o.




                                   La Thérapeute, 1941  



Magritte desconstruiu essa imagem que temos da realidade racional, certinha, limpinha, quase estéril, deslocando a função dos objetos do dia a dia, descaracterizando-os até que chegassem  a um nível de confusão do real e imaginário, do sonho e estado de vigília, e de qualquer informação contrária à lógica. É aí que identificamos a genialidade de Magritte.




                            Madame Recamier, 1951




                                   O filho do homem,1964



Para mais informações entre no site oficial do InstitutArt Of Chicago.

Uma dica boa é comprar o City Pass e aproveitar todas as boas atrações de Chicago gastando a metade do preço.

Não se preocupe com o caminho: abra o Google maps e divirta-se com as opções de como chegar.

Entrem no Instagram e Tumblr e vejam mais fotos

Interprete Rene Magritte através da Obvios Magazine, um jeito diferente de entender arte.



Veja o vídeo com as obras de Rene Magritte, credit rododoro15






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