No Institut Art Of Chicago está à belíssima exposição
do belga Rene Magritte, que irá até 13 de outubro de 2014, então se estiver em
seus planos passear por Chicago, passe no
IAC, pois vale muito a visita, pelo espaço físico do museu que já escrevi aqui, e por essa incrível exposição
chamada, Rene Magritte, The Mystery of the Ordinary, 1926 – 1938, que reúne 80
pinturas, colagens, objetos pessoais, uma grande e boa seleção de fotografias, dando
uma visão da imagem e identidade do surrealista Magritte que é muito mais de
que “Ceci n'est pas une pipe ".
Ceci n'est pas une pipe,1929
Magritte contestava rótulos que eram atribuídos à sua imagem dizendo que sua arte era a manifestação de seus pensamentos mais profundos, essa era a razão de suas obras: o realismo mágico e o ilusionismo redefinindo a função dos objetos.
O fato é que aos 13 anos, sua mãe cometeu suicidou
atirando-se de uma ponte e Magritte viu seu corpo ser resgatado - seu rosto
estava coberto pelo vestido que usava. Essa visão marcou profundamente a criança
Magritte, levando essa dolorosa sensação para suas obras futuras.
Les amants, 1928
René Magritte, 1898 – 1967, um dos principais expoentes do Surrealismo, movimento artístico e
literário que surgiu inicialmente na Paris dos anos 20, logo após a publicação
do Manifesto Surrealista de Andre Breton,
em que suas ideias, inserido no contexto das vanguardas que viriam a definir o Modernismo, reunia artistas
anteriormente ligados ao Dadaísmo e posteriormente
expandido para outros países europeus e logo em seguida, para a América, combinavam
uma relação do representativo, do abstrato, e das sensações do inconsciente:
que foram severamente e incansavelmente estudados por Freud, influenciando posteriormente suas teorias psicanalíticas.
The Dangerous Liaison,1926
Magritte acreditava que quando a arte se liberta das exigências da
lógica,da razão e principalmente da moral, vai além da consciência cotidiana,
expressando livremente o inconsciente nesse espaço de consciência chamado de vigília,
em outras palavras, quando você está acordado não é tão criativo
assim, pois está conectado com essas
amarras limitando-o.
La Thérapeute, 1941
Magritte desconstruiu essa imagem que temos da realidade racional, certinha,
limpinha, quase estéril, deslocando a função dos objetos do dia a dia, descaracterizando-os
até que chegassem a um nível de confusão
do real e imaginário, do sonho e estado de vigília, e de qualquer informação
contrária à lógica. É aí que
identificamos a genialidade de Magritte.
Madame Recamier, 1951
O filho do homem,1964
Uma dica boa é comprar o City Pass e aproveitar todas as boas atrações de Chicago gastando a
metade do preço.
Não se preocupe com o caminho: abra o Google maps e divirta-se com as opções
de como chegar.
Interprete Rene Magritte através da Obvios Magazine, um jeito diferente de
entender arte.
Veja o vídeo com as obras de Rene Magritte, credit rododoro15






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